segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O Verdadeiro Natal

Estamos no mês natalino. Apesar de não ser a data correta, pois não se sabe ao certo em que dia o Senhor Jesus nasceu, até porque não há uma data específica registrada na Bíblia, o dia 25 de dezembro, tradicionalmente, é considerado o dia do seu nascimento.

Por isso, é um dia comemorado e festejado por todos. Para muitos, Natal é um dia especial em que pessoas viajam para rever parentes e amigos. Para outros, Natal é promover festas, é uma oportunidade para se deixar extravasar os desejos da carne. Para uma criança, é uma data desejada e esperada com muita ansiedade para se ganhar presentes.

Talvez, para muitos, o Natal seja um momento do ano em que as famílias se reúnem para se alegrar e agradecer a Deus por mais um ano que se passou. Para os empresários e comerciantes, é um dos eventos festivos do ano que abre o maior espaço para vendas em todos os aspectos.


Na verdade, o Natal que a humanidade comemora tem pouco a ver com o nascimento de Jesus. Biblicamente, Ele nasceu um dia em Belém da Judeia. Seu nascimento foi singular, simples e humilde. Em Belém nasceu Jesus, a parte humana, a carne do verbo, as vestimentas de carne e ossos com as quais o verbo se cobriu para que pudéssemos ver a sua glória, Jo 1: 1-3.

E para o cristão, o que é mesmo Natal? Festas, presentes, compras, viagens, encontros familiares, etc. O cristão deve ter em mente que Natal para ele tem um sentido profundamente espiritual, e não apenas um sentido humano. Vejamos, então, o que podemos aprender a respeito do Natal cristão, a partir do registro feito por Mateus sobre o nascimento de Jesus, em Mt 2: 1-1? 

1. Natal é uma busca 
                                                       constante do verdadeiro Jesus

Os magos que vieram do Oriente perguntaram: onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Sendo eles incumbidos pelo rei Herodes a respeito do menino Jesus, v. 8, partiram em busca do recém-nascido, Vv. 1 e 9. Eles empreenderam uma longa viagem para encontrar-se com o desejado das nações. Natal é, portanto, exatamente isso: uma busca constante do verdadeiro Jesus. Hoje, muitos o buscam de três maneiras distintas:

a) Buscam o Jesus que não é verdadeiro, de maneira errada: os sacerdotes e os levitas que foram enviados pelos judeus perguntaram a João Batista: Quem és tu? Eles buscavam o Jesus verdadeiro, mas João Batista não o era, Jo 1: 19-20.
b) Buscam o Jesus verdadeiro de maneira errada: em Lucas 2: 48 e 49, seus pais o buscam em lugares em que Ele não estava presente. Buscavam o Jesus verdadeiro, mas não o encontraram onde fora procurado.

c) Buscam o Jesus verdadeiro de maneira verdadeira: os magos fizeram isso e o encontraram com a sua mãe, Mt 1: 11. Nossas irmãs, Maria Madalena, Joana e Maria foram surpreendidas quando os anjos lhes disseram: por que buscais entre os mortos quem está vivo?
Graças a Deus porque o Jesus a quem servimos é verdadeiro e está nos céus, à destra do Pai. Devemos buscá-lo de todo o nosso coração, Mt 7: 7, enquanto podemos encontrá-lo, Is 55: 6.
                                               
                                             2. Natal é uma adoração
                                           constante ao verdadeiro Jesus



Os magos, guiados pela estrela que tinham visto no Oriente, chegaram à casa de Maria, mãe de Jesus, encontraram o menino, e, prostrando-se, o adoraram. Um dos propósitos dessa longa viagem era adorar a Jesus: viemos a adorá-lo, v. 2.


A adoração verdadeira é um dos aspectos relevantes do Natal. Ou seja, não existe Natal sem o compromisso de adorar o menino (Rei) Jesus. Portanto, Natal sem adoração ao Deus Trino e Uno não é Natal. Nesse sentido, todos os dias podem ser Natal, pois todo o dia podemos adorá-lo em Espírito e em verdade, Jo 4: 24. Porém, não é bem assim que acontece em nossos dias. O mundo comemora o nascimento de Jesus com bebedeiras, festas, etc. Este é o tipo de Natal sem sentido, sem valor, sem espiritualidade e sem aceitação divina, porque não alegra o coração de Deus.
O Natal cristão precisa ser uma constante adoração ao verdadeiro Jesus, que vive e reina para todo o sempre. É ir à igreja não por um hábito, ou por mero costume, ou para ver alguém, mas para adorá-lo com um coração preparado, Sl 108: 1. Por isso, todo culto, quando o adorador se comporta diante de Deus com adoração verdadeira, pode-se dizer que é dia de Natal, pois Jesus está sendo reverenciado como o Deus-Filho. 


                                                    3. Natal é abrir o coração
                                                  e oferecer presentes a Jesus

Os magos, depois de buscarem o menino Jesus, encontrando-o, adoraram-no. Então, abrindo seus tesouros, apresentaram-lhe presentes, tais como: ouro, incenso e mirra, v. 11. Vejamos o que isto pode simbolizar para o cristão:

a) Ouro: metal precioso, amarelo e brilhante. Simboliza a realeza de Jesus, ou seja, sua dignidade de Rei. Ele nasceu como rei. Ele é o Rei da glória, Sl 24. Uns o conhecem como um simples homem que marcou a História. Nós o reconhecemos e adoramos como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

b) Incenso: resina aromática que se queimava na antiga dispensação. Isto pode simbolizar o lado divino de Jesus. Nesse aspecto, os magos estavam reconhecendo Jesus como Filho de Deus. Quando o cristão aceita a divindade de Jesus, ele está abrindo seus tesouros e dando presentes a Jesus.

c) Mirra: resina odorífera, medicinal, produzida pelo “balsamodendron”. Analisando o texto de forma abrangente, nesse caso, mirra poderá simbolizar sacrifício. Talvez seja o sacrifício que eles (os magos) empreenderam na longa jornada para ver a criança recém-nascida.

Um dos maiores presentes que podemos dar a Cristo é a nossa vida como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional, Rm 12: 1. Portanto, abramos nossos tesouros, nossos corações e apresentemos ao Senhor Jesus nossas dádivas. Ele merece. É Natal! Ele nasceu em nossas vidas, aleluia!



Pastor: Émerson Garcia Dutra - (Artigo publicado no Jornal Aleluia de outubro de 2003)


domingo, 23 de dezembro de 2012

O "Suposto" Fim do Mundo


O Suposto fim do mundo



Cientistas desvendam “profecia maia”
Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012. A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país. O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokté, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.

Até então, as mensagens gravadas em “estelas” – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo. Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokté.


Os maias


Os Maias - Indígenas da América Central que habitam o México, a Guatemala, Honduras e São Salvador. Foram uma das civilizações mais cultas de toda a História, com grande destaque pa­ra a Arquitetura, Escultura, Cerâmica e Astronomia. Povo de origem incerta, os maias, vindos talvez do norte estabeleceram-se no sul do México por volta do ano 1.000 a.C.

A história dos maias compreende três período: o pré-clássico (1.000 a.C. a 317 d.C.) -neste período já existia uma estrutura religiosa e social e conhecimentos de matemática e astronomia, sendo que talvez tenha sido nessa época, a criação do calendário maia: Antigo Império (até 889d.C.) - esse período marca o início da idade clássica; Novo Império (até 1697) - período também conhecido por "re­nascimento maia", assinalando o término da última resistência organizada contra os espanhóis.

Os maias se dedicavam à agricultura cultivando feijão, milho, algodão, cacau, pimenta, mamão e abacate. Criavam abelhas para ex­trair mel e cera e conheciam apenas os cães e pássaros dentre os animais domésticos.
Atualmente existem tribos de língua maia com cerca de 2 milhões de indivíduos estabelecidos na Guatemala, em Honduras e em alguns Estados do México Meridional. Conservam sua língua e costumes, além das características físicas, sendo pessoas de baixa estatura, braços compridos, mãos e pés pequenos e cabelos negros e lisos.


Fim do mundo em 2012


O fenômeno 2012 compreende um conjunto de crenças escatológicas segundo as quais eventos cataclísmicos ou transformadores aconteceriam no dia 21 de dezembro de 2012. Esta data é considerada como o último dia de um ciclo 5.125 anos do calendário de contagem longa mesoamericano. 

Vários alinhamentos astronômicos e fórmulas matemáticas têm sido colocadas como pertencentes a essa data, apesar de nenhuma delas ser aceita pela comunidade científica.

A interpretação de que essa data marca o início da Nova Era diz que a Terra e seus habitantes podem sofrer uma transformação espiritual ou física positiva, e que 2012 seria o começo de um novo tempo. Outros sugerem que 2012 marca o fim do mundo ou uma catástrofe similar. Haveria também a chance de acontecer um evento denominado "Tempestade Solar".

Cenários sugeridos para o fim do mundo incluem a chegada do próximo máximo solar ou a colisão da Terra com um objeto como um buraco negro, um asteroide próximo ou um planeta chamado "Nibiru". 





















Estudiosos de várias áreas têm rejeitado a ideia de eventos cataclísmicos em 2012. Profissionais especializados na cultura maia dizem que as previsões de morte iminente não são encontradas em nenhum dos clássicos dessa civilização e a ideia de que o calendário de contagem longa "termina" em 2012 deturpa a cultura e história maia. 

Astrônomos e outros cientistas rejeitaram as teorias como sendo pseudociência, afirmando que elas são conflitantes com simples observações astronômicas, e que "existem preocupações mais importantes para a ciência, tais como o aquecimento global e a perda de diversidade biológica". A NASA tem comparado os medos em relação ao ano de 2012 com o fenômeno "Bug do milênio" no final da década de 1990, sugerindo que uma adequada análise dos fatos pode impedir temores de um desastre.

Foi esclarecido também que em relação ao calendário Maia há apenas o fechamento de um ciclo - E não haveria motivo para as pessoas pensarem em fim do mundo - Porque não foi descoberto mais nada a partir deste ciclo - Se ele continuaria ou não - Alguns acreditaram que seriam o fim.


domingo, 18 de novembro de 2012

Desafio Literário - Manuel Bandeira


Desafio Literário Manuel  Bandeira


Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de sua esposa Francelina Ribeiro, era neto paterno de Antônio Herculano de Sousa Bandeira, advogado, professor da Faculdade de Direito do Recife e deputado geral na 12ª legislatura. Tendo dois tios reconhecidamente importantes, sendo um, João Carneiro de Sousa Bandeira, que foi advogado, professor de Direito e membro da Academia Brasileira de Letras e o outro, Antônio Herculano de Sousa Bandeira Filho, que era o irmão mais velho de seu pai e foi advogado, procurador da coroa, autor de expressiva obra jurídica e foi também Presidente das Províncias da Paraíba e de Mato Grosso.


As cinzas das horas carnaval e o ritmo dissoluto


"A cinza das horas, Carnaval e O ritmo dissoluto", mais do que os três primeiros livros de poemas de Manuel Bandeira, representam o conjunto harmônico de sua primeira etapa estilística, motivo primordial de sua publicação conjunta neste volume inicial das edições críticas de sua obra. 



As cinzas das horas


Primeiro livro de Manuel Bandeira, A Cinza das Horas, é marcado pelo tom fúnebre, e traz poemas parnasiano-simbolistas. São poesias compostas durante o período de sua doença. Do ano em que o poeta adoece até 1917, quando publica A Cinza das Horas, é que se daria a etapa decisiva e a inusitada gestação de um dos maiores escritores da língua portuguesa.

Segundo ele próprio, Manuel Bandeira, quando publica esse livro não tinha a intenção de começar carreira literária: "desejava apenas dar-me a ilusão de não viver inteiramente ocioso". O eu-lírico vivencia o ato de morrer à medida que (d)escreve sua agonia em seus versos que são seu sangue.


Carnaval


Manuel Bandeira publica em 1919 o seu segundo livro de poemas intitulado Carnaval. Nessa obra já faz uso do verso livre. Por isso, os modernistas viram em Manuel Bandeira um precursor do movimento Modernista.

Nessa obra percebermos que o poeta vai mais e mais se engajando com os ideais modernistas. Em Carnaval temos ainda o início da libertação das formas fixas e a opção pela liberdade formal, que se tornaria uma das marcas registradas de sua poesia.

Ritmo dissoluto

O Ritmo Dissoluto, obra publicada em 1924, na Segunda Fase Modernista, cujo título já indica tratar-se de um livro integrado ao espírito modernista, mostra a opção definitiva de Manuel Bandeira pelo corriqueiro, pelo cotidiano, como matéria poética. Na obra predomina do verso livre e à procura da “dissolução” da cadência rítmica tradicional. O Ritmo Dissoluto surgiu da nova estética, onde inseriu motivos e termos prosaicos na literatura. 

Em O Ritmo Dissoluto percebermos que o poeta vai mais e mais se engajando com os ideais modernistas, bem como na obra Carnaval.



"Amar: 

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro."   Mário Quintana

domingo, 14 de outubro de 2012

15 de Outubro - Dia do Professor



     Dia do Professor


O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

























Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

























O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
  







    
       Dia do professor em outros paises

Tailândia – 16 de Janeiro    
Índia – 5 de Setembro  
China – 10 de Setembro
México – 15 de Maio          
Taiwan – 28 de Setembro
Argentina – 11 de Setembro
Chile – 16 de Outubro
Uruguai – 22 de setembro
Paraguai – 30 de Abril




sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Desafio Literário - Fernando Pessoa


 Mensagem


Mensagem é  uma edição comemorativa do Septuagésimo Quinto aniversário da morte de Fernando Pessoa. Uma obra intemporal, à qual vale a pena voltar repetidamente. Um épico sobre os antepassados da nação, com os olhos postos no futuro, singularmente enformados pela 'visão' inimitável de Fernando Pessoa, e a única obra que teve o privilégio de conhecer publicada em vida. 

Publicado originalmente em 1934, foi o único livro de Fernando Pessoa editado em vida. Fernando António Nogueira Pessoa, conhecido como Fernando Pessoa, nasceu em Lisboa no ano de 1888 e faleceu, também em Lisboa, no ano de 1935 . É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e, por  conseguinte, da literatura universal.
Fernando Pessoa aos 6 anos

Esta obra de Pessoa é composta por poesias de cunho nacionalista dividida em três partes, a primeira é denominada Brasão e é subdividida em: Os Campos, Os Castelos, As Quinas, A Coroa e O Timbre; a segunda parte é denominada Mar Português e a terceira parte em O Encoberto, também subdividida em: Os Símbolos, Os Avisos, Os Tempos.
Fernando Pessoa aos 10 anos em Durban na África do Sul

Em toda a extensão do poema nos deparamos com alusões a mitos (como o do Sebastianismo) e nomes de personalidades históricas de Portugal bem como suas proezas. Também é saliente na obra certo misticismo, elementos cabalísticos e a própria poesia está envolta de um teor épico.  Como é um poema em que se pode identificar um sentimento nacionalista é completamente banhado da história portuguesa e, portanto, compete que o leitor deste poema tenha certo conhecimento da história de Portugal para que assim possa compreender a obra.


O poema “Mensagem” é relativamente curto, mas é de imensa grandeza histórica e literária. Ainda presente nesta edição da editora Martin Claret, a qual tive acesso, podemos encontrar uma Antologia composta de Poesias de Fernando Pessoa – Ele Mesmo; Poesias Inéditas; Poesias de Alberto Caeiro (incluindo O Guardador de Rebanhos); Odes de Ricardo Reis e Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa é o poeta do verbo ser e dos seus desdobramentos e desenvolvimentos por alternativas de afirmação e negação.




Frases marcantes em suas obras:



" A vida é breve, a alma é vasta; Ter é tardar."
" Tudo vale a pena se a alma não é pequena" 


" Ah, na  minha alma sempre chove 
   Há sempre escuro dentro de mim
   Se escuto, alguém dentro em mim ouve,
   A chuva como a voz de um fim "

" Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora."


" Ser feliz é encontrar
  Força no perdão
  Esperança nas batalhas
  Segurança no palco do medo
  Amor nos desencontros
  É agradecer a Deus
  A cada minuto pelo
  Milagre da vida."




Sua última frase da vida foi “I know not what tomorrow will bring… ” (“Não sei o que o amanhã trará”)
 Estátua de Fernando Pessoa da autoria de Lagoa Henriques, no café A Brasileira, no Chiado, Lisboa
                                     

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

12 de Outubro - Dia das Crianças



O dia das crianças é comemorado em diversos países, em datas diferentes. O dia Universal da Criança é dia 20 de novembro, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em referência ao dia no qual foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança (1959).
Dia 12 de outubro comemoramos no Brasil o “Dia das Crianças”. Esta data foi decretada pelo Deputado Federal Galdino do Valle Filho, em 1920. A data foi oficializada por meio do Decreto nº 4.867, assinado pelo presidente Arthur Bernardes no dia 5 de novembro de 1924.

Porém, passou a ser festejado somente a partir do ano de 1960, quando um diretor de uma fábrica de brinquedos resolveu divulgar essa data como o dia da criança e assim incentivou as famílias a presentearem seus filhos aumentando suas vendas, a estratégia deu certo. Em comum acordo, o comércio instituía, então, o dia 12 de outubro como Dia da Criança, não só para homenageá-la como para estimular a venda de produtos infantis.



No entanto, a tradição dos presentes no dia das crianças surgiu 40 anos depois, na década de 1960, quando duas grandes empresas (de brinquedos e de produtos para bebês) lançaram uma promoção conhecida como a “Semana do Bebê Robusto”. O faturamento foi excepcional.
Imagem do "bebê robusto"

Nos anos seguintes, outras empresas adotaram a mesma estratégia, realizando promoções durante a semana da criança, sem o mesmo êxito. As empresas fabricantes de brinquedos então, de comum acordo, adotaram o dia 12 de outubro como o dia da criança. Desde então, a data é explorada pelos comerciantes como mais uma oportunidade de promover o consumo.







Apesar da maioria dos países terem adotado a data estabelecida pela ONU, outros comemoram o dia das crianças em diferentes datas, como os seguintes:
China – 5 de maio
Japão – 5 de maio para os meninos e 3 de março para as meninas
Turquia – 23 de abril
Portugal e Moçambique – 1º de junho
Nova Zelândia – último domingo do mês de outubro
Índia – 15 de novembro
O dia das crianças é uma data muito aguardada pelas crianças. Este é um dia somente delas, em que geralmente ganham presentes e a atenção especial dos pais. E é claro que para deixar esse dia mais feliz para o seu filho é muito importante que você passe para ele como surgiu o dia dele e a importância que essa data tem.






Como vivem as crianças do mundo?

© UNICEF/HQ05-2124/Giacomo PirozziO mundo tem quase 7 bilhões de habitantes. Desse total, mais de 2 bilhões são crianças. A maior parte dos países concorda que é importante proteger os direitos dessas crianças. Mas muitas ainda sofrem com a fome, as doenças e a violência.
A maioria dos problemas acontece com crianças muito pobres. Pobreza não significa não poder comprar o último modelo de celular ou o tênis da moda.
Pobreza significa não ter casa decente nem roupas limpas. Pobreza significa não ter água limpa para beber nem comida boa para comer. Pobreza significa não ter escola, hospital, nem médico.
Se você fizer a conta dos direitos que deixam de ser cumpridos nessas situações, vai entender por que a pobreza é por si só tão grave. E o mundo tem muita gente pobre: duas a cada dez pessoas têm menos de 2 reais por dia para viver.
 
A maior parte das crianças pobres está em países da África. Mas a pobreza acontece também nos países em desenvolvimento, que não são muito ricos, mas também não são tão pobres. O Brasil é um país de renda média, que tem muita criança pobre.
Há também crianças que não têm os direitos respeitados porque vivem em países que estão em guerra. No Oriente Médio, por exemplo, várias cidades são bombardeadas quase todo dia. É o que acontece no Iraque, há mais de dez anos.
E na região de Israel e dos territórios palestinos, que estão em guerra há muitos anos. Além de ferir e matar, a guerra deixa as crianças órfãs, fecha as escolas e torna difícil conseguir alimentos saudáveis para que elas cresçam bem.


Direito das crianças

Aprovada pela assembléia geral das nações unidas em 20 de novembro de 1959

  1. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  2. Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente.
  3. Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade.
  4. Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe.
  5. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
  6. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
  7. Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.
  8. Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.
  9. Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.
  10. Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
  11. Todas as crianças têm o direito de viver saudavelmente.
  12. Todas as criança tem direito de ter um nome.


Poema “Dia das crianças”