domingo, 12 de agosto de 2012

12 de Agosto - Dia dos Pais


Dia dos pais


Dia do Pai, 19 de Março (Em Portugal), ou Dia dos Pais, segundo domingo de agosto (No Brasil) é a data comemorativa em que se homenageia a figura paterna.

















História



Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.












Entretanto, a institucionalização dessa data é bem mais recente. Em 1909, nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar um dia dedicado aos pais, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o "Dia do Pai" (Father's Day).



Comemoração

Seguindo a tradição, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).














No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. Relata-se que o publicitário Sylvio Bhering propôs a primeira celebração do Dia dos Pais no Brasil para o dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família Bhering.



















Homenagem ao dia dos pais




Desafio Literário - Caio Fernando de Abreu

Desafio Literário – Caio F. de Abreu
                                                                       
                                             

Biografia de Caio F. de Abreu



Caio Fernando Abreu estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.
Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.
Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre. Chegou a ser visto na Rua da Praia usando brincos nas duas orelhas e uma bata de veludo, com o cabelo pintado de vermelho. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV.
Em 1995, Caio Fernando Abreu se tornou patrono da 41.° Feira do Livro de Porto Alegre.
Dois anos depois, Caio Fernando Abreu voltou a viver novamente com seus pais, tempo durante o qual se dedicaria à jardinagem, cuidando de roseiras. Faleceu em 25 de fevereiro, Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, no no mesmo dia em que Mário de Andrade. Seus restos mortais jazem no Cemitério São Miguel e Almas.

  • Semana de Artes Modernas
  • Inventário do Irremediável, contos;
  • Limite Branco, romance;
  • O Ovo Apunhalado, contos;
  • Pedras de Calcutá, contos;
  • Morangos Mofados, contos;
  • Triângulo das Águas, novelas;
  • As Frangas, novela infanto-juvenil;
  • Os Dragões não conhecem o Paraíso, contos;
  • A Maldição do Vale Negro, peça teatral;
  • Onde Andará Dulce Veiga?, romance;
  • Bien loin de Marienbad, novela;
  • Ovelhas Negras, contos;
  • Mel & Girassóis, antologia;
  • Estranhos Estrangeiros, contos;
  • Pequenas Epifanias, crônicas;
  • Teatro Completo;
  • Cartas, correspondência;
  • Dov'è finita Dulce Veiga, romance;
  • Molto lontano da Marienbad, contos;
  • I Draghi non conoscono il Paradiso, contos;
  • Pra sempre teu, Caio F.


Desta vez, escolhemos uma das obras muito importantes do nosso querido escritor Caio Fernando de Abreu, chamado "Morangos Mofados".

Através deste livro ele retratava sentimentos como: culpa, solidão, amor, amizade, entre outros, tudo isso com toque de elegância, e sofisticação, esse exemplar é dividido em duas etapas: Na primeira etapa o autor descreve o mofo, que significava na visão dele sentimentos tristes como a dor, as decepções, as frustrações, vícios, angústias, depressões, desesperança, fragilidade, o lado mais obscuro de um ser humano. A outra etapa do livro, trata-se dos morangos. Onde tem como significado a beleza, o amor, a amizade, esperança, transformação, vida nova, perspectivas, liberdade e a doçura. Todas as melhores qualidades encontradas nas pessoas.

O Mofo
Os contos que estão inseridos nesta obra literária, na parte do Mofo são:

-Diálogo
-Os Sobreviventes
-O Dia em que Urano entrou em Escorpião
-Pela Passagem de uma Grande Dor
-Além do Ponto
-Os Companheiros
-Terça-feira Gorda
-Eu, Tu, Ele
-Luz e Sombra











Os Morangos 
Os contos que estão inseridos nesta obra literária na parte dos Morangos são:

-Transformações
-Sargento Garcia
-Fotografias
-Pêra, Uva ou Maçã?
-Natureza Viva
-Caixinha de música
-O Dia em que Júpiter encontrou Saturno
-Aqueles Dois
-Morangos Mofados
















Morangos Mofados

Caio Relata que a inspiração deste livro surgiu da música "Strawberry fields" De John Lennon Paul MCcartney.
Em ambas as etapas do livro, sempre os personagens tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas, o hábito de fumar, No conto "Sargento Garcia (etapa dos morangos) há homossexualidade explícita. E em alguns contos há presença de personagens que tem contato com drogas.
Duas frases que marcaram o livro (na minha opinião) foram:
"A dor é o único sentimento que não se mascara." e 
" Eu só sinto, mas não sei o que sinto, quando sei, não compreendo."
Em relação à forma em que Caio narra seus contos, ele é muito detalhista, o que enriquece suas obras e as diferencia de outros escritores. Contos bem elaborados, precisos, esclarecedores de grandes verdades, retratando muitas vezes o que o leitor sente, mas não compartilha com ninguém. 
Retrata: dores, emoções, sentimentos, desejos, etc. Com uma linguagem culta e ao mesmo tempo - em alguns momentos - informal.
Esse é o jeito Caio Fernando de Abreu de escrever.









quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia do Amigo - 20 de Julho


DIA DO AMIGO

O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem a lua. Em 27 de Abril de 2011, a assembléia geral das nações unidas resolveu convidar todos os países membros a celebrarem o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho.


ORIGEM DO DIA DO AMIGO



Durante o século XX, foram criadas várias iniciativas para a celebração de um Dia da Amizade em distintas partes do Mundo. Nos Estados Unidos e em partes da Ásia divulgou-se o primeiro domingo de agosto como o dia de entrega de cartões e presentes entre amigos, e celebrações similares se formaram em distintos países da América do Sul e Europa em diferentes datas.


A iniciativa para o estabelecimento de um Dia do Amigo reconhecido internacionalmente teve como antecedente histórico a Cruzada Mundial da Amizade, que foi uma campanha em favor da valorização e realce da amizade entre os seres humanos, de forma a fomentar a cultura da paz. Foi idealizada pelo médico Ramón Artemio Bracho em Puerto Pinasco, Paraguai em 1958. A partir desta ideia, se fixou o 30 de julho como Dia da Amizade.


Na Argentina, a data foi criada pelo médico argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua "um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis"

DIA DO AMIGO NO BRASIL


No Brasil, apesar de não ser instituída por lei, o dia do amigo é também comemorado popularmente em 18 de abril. No entanto, o país também vem adotando a data de 20 de julho, sendo inclusive instituída oficialmente em alguns estados e municípios.

POEMA DO AMIGO
VIDEO “O VALOR DE UM AMIGO”



terça-feira, 29 de maio de 2012

"Desafio Literário - Clarice Lispector"


Devido ao grande número de acessos ao blog "Expandindo Novos Horizontes" e a página mais visitada neste último ano ser "O dia nacional da Poesia" estamos homenageando nossos leitores com o desafio literário.
Estaremos publicando em cinco semanas Obras literárias de grandes escritores e poetas romancistas das últimas décadas como: Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, Fernando Pessoa, Manoel Bandeira e Mário Quintana. Convido todos vocês a compartilhar destas leituras conosco. Começaremos com a inesquecível Clarice Lispector com sua obra literária "Minhas Queridas" o relacionamento afetivo entre ela e suas irmãs.




Biografia de Clarice Lispector


Nascida na ucrânia (no dia 10 de Dezembro de 1920. )
Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância no bairro de Boa Vista. Estudou no Ginásio Pernambucano de 1932 a 1934. Falava vários idiomas, entre eles o francês e o inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche.
                                          A família de Clarice
Sua mãe morreu em 21 de setembro de 1930 (Clarice tinha apenas 9 anos), após vários anos sofrendo com as consequências da Sífilis, supostamente contraída por conta de um estupro sofrido durante a Guerra Civil Russa, enquanto a família ainda estava na Ucrânia. Clarice sofreu com a morte da mãe, e muitos de seus textos refletem a culpa que a autora sentia e figuras de milagres que salvariam sua mãe.
                                                   Elisa, tânia e Clarice lispector
Quando tinha 15 anos seu pai decidiu se mudar para o Rio de Janeiro. Sua irmã Elisa conseguiu um emprego no ministério, por intervenção do então ministro Agamemnon Magalhães, enquanto seu pai teve dificuldades em achar uma oportunidade na capital. Clarice estudou em uma escola primária na Tijuca, até ir para o curso preparatório para a Faculdade de Direito. Foi aceita para a Escola de Direito na então Universidade do Brasil em 1939. Se viu frustrada com muitas das teorias ensinadas no curso, e descobriu um escape: a literatura. Em 25 de maio de 1940, com apenas 19 anos, publicou seu primeiro conto "Triunfo" na Revista Pan.
Três depois, após uma cirurgia simples para a retirada de sua vesícula biliar, seu pai Pedro morre de complicações do procedimento. As filhas ficam arrasadas com as circunstâncias da morte tão inesperada, e como consequência Clarice se afasta da religião judaica. No mesmo ano, Clarice chama a atenção (provavelmente com o conto "Eu e Jimmy") de Lourival Fontes, então chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda (órgão responsável pela censura no Estado Novo de Getúlio Vargas), e é alocada para trabalhar na Agência Nacional, responsável por distribuir notícias aos jornais e emissoras de rádio da época. Lá conheceu o escritor Lúcio Cardoso, por quem se apaixonou (não correspondido, já que Lúcio era homossexual) e de quem se tornou amiga íntima.
                                                Clarice, Maury, tânia (sua irmã) e Marcinha (sua sobrinha).
Em 1943, no mesmo ano de sua formatura, casou-se com o colega de turma Maury Gurgel Valente, futuro pai de seus dois filhos. Clarice  morou na Itália como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira.Também morou em países como Inglaterra, Estados Unidos e Suíça e sempre falou em suas cartas a amigos e as irmãs como sentia falta do Brasil.

Suas obras literárias: 

Perto do Coração Selvagem
O Lustre.
A Cidade Sitiada
A Maçã no Escuro.
A Legião Estrangeira
A Paixão segundo G.H.
Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres.



“Minhas Queridas”



Uma das Obras escolhidas para publicarmos para vocês é "minhas queridas" que contém 120 cartas escritas em punho pela Clarice Lispector às suas irmãs tânia e elisa Lispector.
O que esperar da relação entre três irmãs separadas por duas décadas?no caso de Clarice, elisa e tânia uma correspondência tão vigorosa quanto doce. Em "minhas queridas" uma compilação de 120 cartas inéditas encontradas nos arquivos pessoais de elisa lispector e tânia kaufmann, a autora que tanto soube falar do universo feminino abre-se em sua intimidade de irmã, amiga e mulher.


Escritas durante um período de intensa produção literária as cartas de clarice, trocavam de endereço à medida que seu marido Maury Gurgel Valente mudava de país.O primeiro pouso foi nápoles em 1944 na Itália. A correspondência do período falava de uma Europa agitada pela guerra e de uma clarice perturbada pelo conflito. Depois foi a vez de Berna na Suíça, onde criou    " a cidade sitiada" e revelou como era difícil criar raízes. Após algumas idas ao Brasil residiu em Torquay. Em Washington seu último pouso fez "a maçã no escuro" e contou como conciliava tarefas domésticas, maternidade, e compromissos diplomáticos.
Essa obra literária nasce enquanto clarice escrevia sempre uma nova correspondência á cada uma de suas irmãs que eram sempre remetidas de países diferentes e tinha sempre como título carinhoso "Minhas queridas".


Introdução



Enquanto relata suas impressões sobre as 31 cidades por onde passa, as novidades da literatura, da música, do cinema e do teatro, a descrição do seu processo criativo, suas angústias acerca da publicação e repercussão de seus livros, a escritora mostra a história do amor e da ternura entre ela e suas irmãs, onde a vida privada é pontuada por momentos importantes da história política da Europa e dos Estados Unidos. A coletânea chega às livrarias em novembro, encerrando o ciclo de comemorações pelos 30 anos de A hora da estrela, publicado em outubro de 1977.
                                                         Clarice e Maury
No período abordado no livro, durante os 13 anos vividos no exterior, Clarice Lispector escreveu dois romances – A cidade sitiada (1949) e A maçã no escuro (1961), visto que O lustre, publicado em 1946, já estava concluído quando a autora mudou-se para Nápoles e vários contos, incluídos nos volumes Laços de família (1960) e A Legião Estrangeira (1964). As cartas permitem acompanhar, portanto, o processo de realização destas obras e a reação da autora às impressões da crítica especializada e de amigos mais próximos. Mas a ânsia em receber notícias das irmãs parece tão grande quanto a necessidade de escrever: "... Penso que vocês acham que eu levo tal grande vida que menos cartas, mais cartas, me dá no mesmo. Que eu levasse essa tal maravilha de vida, e precisaria de cartas de vocês", diz Clarice, de Nápoles, em 1944.


Além de acompanhar o contexto em que Clarice Lispector produziu os seus primeiros livros, as cartas reunidas em Minhas queridas pontuam também o universo artístico que inspirou a escritora durante sua estada no exterior, das músicas que ouviu, aos filmes e concertos a que assistiu e livros que leu. De Chopin a Beethoven, de Carmen Miranda a Vicente Paiva, os cantores citados nas cartas delineiam uma trilha sonora para a trajetória de Clarice. Numa das cartas ela conta ter lido O amante de Lady Chaterley, de D.H. Lawrence; noutra revela suas primeiras impressões sobre o Existencialismo e diz a sua irmã Elisa: "Vou lhe mandar um livrinho sobre essa filosofia, do mestre dela mesmo, Jean-Paul Sartre."


                                                      Elisa Lispector (irmã de Clarice)
Há também impressões de viagem, pontuadas por observações às vezes desconcertantes. No Egito, Clarice declara que as pirâmides "são uma beleza, infelizmente tão exploradas que diante delas a gente só pode ter uma sensação já descrita no almanaque da saúde da mulher"; ela diz. Berna "é uma cidade encantadorinha, limpíssima"; e Florença "é uma maravilha... é um lugar ideal". Apesar de se encantar com os lugares que visita Clarice nunca deixa de ressaltar a dificuldade de viver longe de casa e a saudade que sente da família.


A leitura se faz ainda mais saborosa por permitir ao leitor partilhar da intimidade de Clarice Lispector. É comovente acompanhar a doçura com que trata as irmãs, freqüentemente chamando-as de "bichinha" e o carinho com que sempre se refere à sobrinha, Marcinha. Traços pouco conhecidos de sua personalidade afloram nesta conversa entre irmãs, desconstruindo aquela imagem da escritora enigmática e de poucas palavras, cristalizada pelos comentários apressados e superficiais de quem não a conheceu de perto. Há anedotas divertidas, como quando conta que, em Lisboa, os portugueses a chamam de "B’ronica Lake" (Veronica Lake), e casos curiosos como seu encontro com Eleanor Roosevelt, a quem descreve como "vestida com bastante modéstia" .


Numa época em que e-mails, mensagens de texto e recursos como MSN – todos imediatos e descartáveis – substituem a palavra sobre o papel, é fascinante mergulhar na correspondência de Clarice Lispector, acompanhar com ela a ansiedade de receber uma carta que levava semanas para chegar, as dificuldades para conseguir uma fotografia das irmãs ou da sobrinha, o êxtase de abrir um envelope contendo recortes de jornais brasileiros ou um livro. Cada carta de Minhas queridas é uma agradável surpresa para o leitor, tal qual as cartas de suas irmãs eram para Clarice.


Rio de Janeiro (1940-1942)


Tudo teve início quando ela e o marido se mudaram para o Rio de Janeiro, no início da vida diplomática do seu marido foi um período em que ela estava com sua vida social muito compromissada pois tinha que receber pessoas importantes vindas do exterior. 
                                                       Clarice apreciando a vista de uma varanda

Belém (1944 – de Fevereiro ao final de Julho)


Uma das poucas "diversões" naquela época na capital paraense era um cassino, mas clarice achava-o chato.
Ás vezes quando podia, telefonava para tânia e mandava telegramas (através da rádio em que maury estava trabalhando no momento)
Perguntava sobre marcinha (ainda pequena) a tânia por exemplo se dormia de boca aberta ou fechada e etc.


Lisboa (1944 – a partir de Agosto)


Clarice achava aque os portugueses bebiam muito vinho na época. 
Também não apreciava a maneira de as portuguesas se vestirem.
Logo no início quando chegou de viagem não se adaptou ao fuso horário (de belém a portugal) Pois em Lisboa eram 22:00 e ainda fazia sol...
Mas Lisboa foi como uma "passagem"; onde o destino principal era Roma.


Roma (1944 – 1946)


No início de Janeiro de 1945 Elisa lispector teria terminado de escrever o seu primeiro livro.
Maury saia de casa e levou uma cuspida de um romano que estava em um primeiro andar.


Nápoles (setembro de 1944 a setembro de 1945)


Clarice começou a receber poucas cartas por conta da burocracia que havia naquela época.
Clarice e Maury chegaram a conhecer o vesúvio, um vulcão conhecido até hoje em nápoles.
                                           Clarice e Maury visitando o vulcão Vesúvio
Chegou novembro, quando estão no outono se preparando para o inverno.
Clarice ouvia dizer que a vergonha da itália era nápoles pois eram os mais sem-vergonha, e roubavam muito.
Foi em nápoles que clarice adotou um cachorro e chamou-o de "Dilermando"; Tendo assim um amigo companheiro.
                                                          Clarice e Dilermando


Em janeiro de 1945 sairia o livro de Elisa cuja capa já estava feita.
em 23 de agosto fez 5 anos que o pai delas estava desaparecido.


Clarice demorou para se adpatar no clima de nápoles que era muito quente.


Florença (1945)


Florença seria o lugar ideal segundo clarice para se morar, pois o claima da cidade, as pessoas, tudo contribui para uma cidade perfeita.  Segundo a própria Floreça é cheia de charretes, e sempre está a se ouvir patas de cavalos e os sinos viviam tocando.


Berna (1946 – 1949)


Logo quando chegou a Berna clarice soube que marcinha (sua sobrinha filha de tânia) havia pego resfriado e isso preocupou-a muito.
Clarice acha que as bernenses ficam bonitas no verão, todos vestem milhares de roupas grossas e meias e usam chapéus em qualquer estação o que também era horrível. Os chapéus eram altos, enormes, grossos e de forma estranha.
                                  Clarice no canto direito, com algumas mulheres bernenses da época
Nessa época ela esperava notícias (Críticas, elogios, opiniões) sobre o livro "O lustre" (recém publicado na época).
Berna segundo clarice era parada e silenciosa, as pessoas geralmente riam pouco, etc.
Uma preocupação nesta época também era a aquisição de um carro pois clarice desejava executar suas viagens de fim de semana sem tantos custos.
Clarice teria ido ao oculista e ele disse que era o contrário de míope e ela ficava cansada pois um olho enxergava diferente do outro.
Clarice costumava trocar livros com tânia pela mala diplomática( onde eram enviadas suas correspondências e suas obras literárias).
Em julho de 1946 clarice recebe a notícia que dos 3 mil exemplares do livro "o lustre"foram vendidos 1.642.
                                                         "O lustre"
Nesta época, no início de 1946 clarice decide começar a jogar tênis para se livrar do ócio.
Em seu aniversário em dezembro de 1946 ela recebeu cartas, presentes,retratos, etc. e chorou de alegria.
Pouco tempo após o seu aniversário, o inverno veio com toda força a nápoles, no dia 17de dezembro chegou a fazer 8 graus abaixo de zero e nevava. Aproveitaram e visitaram (ela e maury) as cidades de Thun e biena.
passaram bem o natal, tiveram uma surpresa natalina feita pela empregada, um belo ajntar à luz de velas com direito a arvore de natal e tudo.
passaram o ano novo no clima bernense com sinos, e etc.
Ela passou o mês de janeiro em paris (uma viagem de apenas um mês) foi a muitos teatros e ao louvre (grande museu de história da humanidade)
E nessa época também ela viu a necesidade de comprar uma câmera fotográfica para tirar mais retratos para suas irmãs para enviá-los em suas cartas.
Maury tinha se operado das amígdalas e ela frequentemente cuidava dele (dia e noite).
Clarice viu também a oportunidade Elisa trabalhar na "bureal international de trabalho" que tinha sede em genebra.


Passou de maneira tranquila o natal e o ano novo. (de 1947 p/ 1948)
Foi quando em março de 1948 descobriu que já tinha 4 meses de gravidez.
Em julho clarice recebe presentes de sua irmãs para o nenê.
No dia 10 de Setembro de 1948 nasce pedro às 7 e meia da manhã.
passaram o melhor natal e ano novo em nápoles (com pedrinho pequeno)
No início de janeiro de 1949 maury decidiu fazer ski,  em 18 de janeiro tânia fez aniversário de casamento.
Em fevereiro clarice entrou em um curso vagabundo(segundo palavras da prória) curso de modelagem em que lhe era exigido a sua presença 1 vez por semana.
Em amrço mauty pediu para ser chamado para trabalhar no Rio e o pedido foi mais ou menos aceito.
Em abril pedro disse sua primeira palavra, em inglês, "Maman".


Paris (1947 – de Janeiro a fevereiro) 


Clarice fica frustrada porque suas irmãs acham que ela quer morar fora. (por cuasa da demora do cumprimento de sua promessa que veria ao brasil).


Torquay (1950-1952)


Pedro já diz palavras como: "Au au verde"; "Carninha gostosa"; "Peixinho ótimo" Ao invés de Abrir ele dizia "ablir, ablir" [...] 


Washington (1953-1957)


Em 9 de fevereiro de 1953 as 14:00 nasce paulo, o segundo filho de clarice

                                           Clarice ao lado de seu filho Paulo.
Em novembro paulo já falava palavras em inglês como: "By by"; "Cass" ou cacau (p/ dizer cair) 
Pedro (seu primeiro filho) foi diagnosticado com esquizofrenia e já frequentava o psicólogo.
Em 1956 clarice tentou colocar paulo em uma escola para maternal.
Em 1957 chega a primavera e paulo pega catapora.
Em agosto fez uma viagem para califórnia onde mandou sua últinma carta, de san diego.
                                          Foto tirada em 1950 em Washington
Com maury, com seus 2 filhos, clarice envia sua última carta em uma linda primavera em San Diego.


Clarice falesceu no Rio de janeiro no dia 9 de dezembro de 1977 de câncer generalizado.


"Faço poesia não porque seja poeta, mas para exercitar a minha alma". (frase de Ulisses, um dos personagens de Clarice)