sábado, 10 de março de 2012

Aniversário de Recife e Olinda


Aniversário de Recife e Olinda


No próximo dia 12 de março, a cidade do Recife está completando 475 anos, e Olinda sua cidade irmã completa 477 anos de suas fundações.



Olinda



Localizada no estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. O donatário fez tudo pelo desenvolvimento da terra. Fundou o primeiro engenho de açúcar, desenvolveu a agricultura, estabeleceu um livro de Tombo e em 1537 foi elevada a vila no dia 12 de março. Duarte Coelho ordenou a construção de um edifício destinado ao funcionamento da Câmara do Senado de Olinda, prédio este doado, em 1676, ao primeiro bispo de Olinda, Dom Estevam Brioso de Oliveira, que o converteu em um palácio episcopal, tudo que ainda hoje conserva. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, a sede foi transferida para o Recife.

Em 1630, Olinda foi tomada pelos holandeses que a incendiaram no ano seguinte; em 1654, os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses. Olinda voltou a ser capital de Pernambuco, muito embora os governadores residissem no Recife. Por volta de 1800, com a fundação do Seminário Diocesano e, em 1828, do Curso Jurídico, transformou-se num burgo de estudantes. Deixou de ser a Capital da Província em 1837, perdendo o título de capital para o Recife.



Demografia de Olinda



Olinda tem uma população de cerca de 377 000 no total (360 554 na zona urbana), e uma área de 37,9 km², fazendo parte da Região Metropolitana do Recife, e localiza-se a uma distância de 6 km do Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com o Recife, a leste com o Oceano Atlântico.




Cultura Olindense

Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Olinda revive o esplendor de seu passado todos os anos durante o Carnaval de Olinda, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos originais de Pernambuco. Há bonecos gigantes, nos quais cabe um homem apenas em suas pernas para ampará-lo; e blocos carnavalescos (com temáticas variadas, de grupos variados, geralmente acompanhados de orquestras de frevo, e/ou grupos de maracatus). É costume dos jovens molhar os transeuntes com pistolas d'água. Vários grupos também se fantasiam, seja qual for o personagem, em geral com a intenção de chamar a atenção para si, fazer uma crítica social, animar com brincadeiras e atrair parceiros.
Durante todo o ano, em especial no sítio histórico de Olinda, há eventos culturais, como feirinhas de artesanato, reggaes, sambas, maracatus e afoxés. Também há ambientes mais intimistas, como casas de festas, bares e restaurantes culturais - com noites literárias, excelente gastronomia, música ao vivo etc. Circulam no meio crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos. Também há outras localidades, à beira-mar, onde a noite é frequentada por diversas pessoas.
Também são símbolos culturais da cidade a comida típica tapioca e o farol de Olinda.






























Recife

O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.

Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da ideia empreendida na Bahia em 1624.




No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauriceia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais - West Indische Compagnie) Maurício de Nassau. O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administradas pela Companhia das Índias Ocidentais.


O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.
Maurício de Nassau realizou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642 e considerada o primeiro templo judaico das Américas do Sul e do Norte.


Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a fauna e a flora, a farmacopeia local e as doenças tropicais.
Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.
Guerra dos Mascates
Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.
Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e concelho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio (construído majoritariamente no século XVIII), a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).
A Guerra dos Mascates é considerada como um movimento nativista, precursor da Independência do Brasil, pela historiografia em História do Brasil.


O início do século XIX no Recife foi marcado por revoltas inspiradas no ideário liberal vindo da Europa: comerciantes, aristocratas e padres, para exigir mais autonomia para a colônia. Entretanto, a classe dominante evitava questões como o fim da escravatura e dispensava a participação popular, temendo revolução.
Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824, e a Revolução Praieira, de 1848.
No início do século XX, iniciou-se um período de agitação cutural e a Belle Époque mostrou a busca de novas linguagens para traduzir as velozes mudanças trazidas pelas novas técnicas. Os recifenses tinham até os meados do século uma forte influência cultural francesa..[38]Nos anos 1910,o Recife pretendia se tornar uma cidade moderna,tal como Paris,através da reforma do porto e construção de largas avenidas,sem preocupação com a preservação dos edifícios históricos. Como em todo o Brasil, o modernismo não afetou as graves diferenças sociais. Em 1934, Pernambuco assume posição inovadora ao contratar Burle Marx e o arquiteto Luiz Nunes. O bairro de Recife tornou-se um local onde a elite recifense possuía casas de veraneio já no início do século.
Na década de 1950 ganhou o Recife o contorno urbano atual, com o crescimento populacional ocasionado pela migração de pessoas do interior do Estado e a extinção dos mocambos, obrigando a população pobre a viver nos morros. A cidade já buscava mostrar uma perspectiva positiva de si,escondendo as mazelas sociais.
Em 1966, houve um atentado terrorista cujo alvo era o então presidente da República, Arthur da Costa e Silva, enquanto desembarcava no Aeroporto do Guararapes. Houveram mortos e feridos, mas o presidente saiu ileso.



Geografia do Recife


A cidade do Recife está situada sobre uma planície aluvional (fluviomarinha), constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais envolvidos por 5 rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. Essa planície é circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres(Jaboatão).



Clima

O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de 30°C e a mínima de 22°C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais baixas, sendo a máxima de 27°C e a mínima de 17°C recebendo muita precipitação. A temperatura média anual é de 25,2°C. Oficialmente a menor temperatura registrada na cidade foi de 17,1°C em agosto de 1954 e, a maior foi de 35,2°C em fevereiro de 1988. Embora haja registros não-oficiais de que já se tenha feito 16°C nos bairros altos da Zona Norte, como no bairro do Brejo da Guabiraba, e de que já se tenha feito 36°C em bairros mais baixos. Recife é a terceira capital mais chuvosa do Brasil, atrás apenas de Belém, capital do Pará, e Macapá, capital do Amapá. É também a cidade mais chuvosa do Nordeste.



Vegetação



O Recife possui algumas áreas de Mata Atlântica no seu território entre elas,está:



* O Parque Dois Irmãos:O maior parque do município.Como um parque, Dois Irmãos oferece uma variedade de diversões e lazer para adultos e crianças incentivando o interesse em conservação do ambiente. Um exemplo são desenhos de um elefante, um camelo, um hipopótamo, uma capivara e um macaco, para que as pessoas possam comparar sua altura com a de um desses animais. No fim do parque, entre o fim do zoológico e o começo da reserva ambiental, há um parque para crianças que recria o cenário de uma pequena vila.De seus 384,42 hectares, o Parque Dois Irmãos apresenta 350,10 hectares de reserva ambiental. O parque e a reserva são separados por arames, e os animais mantidos na reserva não podem ser mantidos em cativeiro pelo zoológico. De terça a sexta, a partir das 5:30h da manhã, os guias do parque oferecem trilhas ambientais pela mata atlântica, abertas ao público.



Hidrografia

O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à semelhança fluvial com a cidade europeia de Veneza. Cercado por rios e cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte Maurício de Nassau.



Demografia


Segundo dados do Censo Brasileiro de 2010 do IBGE, o Recife possui 1.537.704 habitantes em uma área de 217,494 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 7.180,23 hab./km². Em 2008, registrou-se um PIB nominal de R$ 22,5 bilhões, obtendo o segundo PIB per capita mais elevado entre as capitais do Nordeste, de R$ 14.485,67.



Bairros mais populosos: Boa Viagem, Casa Amarela, Várzea


Composição etária da população (2000):
0 a 14 anos: 26,16%
15 a 64 anos: 67,33%
64 anos e mais: 6,51%



Religião

De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE, 53,07% da população do Recife se identifica como católica, 10,36% evangélicos pentecostais, 12,05% outras evangélicas, sem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas) 13,39%, espíritas 3,60%,afro-brasileira 0,36%, orientais ou asiáticas (como o budismo e o hinduísmo) 0,04%, outras 6,63%.




Evangélicos

A maior minoria religiosa do Recife é evangélica; estes são, em sua maioria, pentecostais, que por seguinte, são em sua maioria da Assembleia de Deus, denominação protestante com maior quantidade de fiéis de templos no Estado, atendendo principalmente à baixa renda.Outras denominações pentecostais presentes são:Igreja Universal do Reino de Deus,Igreja Mundial do Poder de Deus,Igreja Internacional da Graça de Deus,Igreja do Evangelho Quadrangular,Igreja Episcopal Carismática e Vitória em Cristo.

Entre as denominações evangélicas tradicionais, a Igreja Batista é a mais presente, cuja Igreja Batista da Capunga possui destaque entre as igrejas protestantes da cidade.Outras igrejas protestantes do Recife são as igrejas Presbiteriana,Luterana,Anglicana,Metodista e Congregacional.



Outras Religiões

Entre os cristãos não-católicos e não protestantes,destacam-se os espíritas e os Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como mórmons.Também existem as Testemunhas de Jeová e a Igreja Adventista do Sétimo Dia. O templo afro-brasileiro mais conhecido é o Terreiro do Pai Adão, no bairro de Água Fria. Os judeus também estão presentes em menor quantidade. Algumas das personalidades judias que moraram no recife foram a escritora Clarice Lispector,o filósofo Luiz Felipe Pondé,o engenheiro Mário Schenberg,o paisagista Roberto Burle Marx,entre outros. Os budistas,hinduístas e muçulmanos não possuem revelância na população local,embora alguns de seus adeptos possuam destaque na sociedade recifense.



Gastronomia
O Recife é considerado o terceiro maior polo gastronômico do Brasil segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a Rua da Hora, no Bairro do Espinheiro, vem se tornando um reduto dessa fase da culinária recifense.




Na cozinha pernambucana, existem elementos herdados dos povos africanos, indígenas e europeus. Diversas receitas originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes encontrados com facilidade na região.
Existem vários pratos e petiscos típicos e muito apreciados em Pernambuco, como o caldinho de peixe ou camarão, o caranguejo (inteiro), o casquinho de caranguejo, sururu, arrumadinho, escondidinho, carne de sol, charque à brejeira, cozido, peixada pernambucana, caldeirada, bredo de coco, feijão de coco, quibebe, pirão de ovos, bolo pé-de-moleque, bolo de macaxeira, bolo-de-rolo e sarapatel.



















Celebridades Recifenses











Pontos Turísticos
O Recife é um município multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval. O bairro do Recife é o principal conjunto arquitetônico e cultural do município, abrigando galerias, museus e outros espaços culturais. Outros bairros e áreas de interesse são Poço da Panela, Derby, Ponte d'Uchoa, Casa Forte, Santo Antônio, dentre outros.

A cidade abriga a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, no qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população do município) vindas de todo o Brasil.
Num passeio de barco é possível conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand.
O litoral do município é completamente urbanizado, com as praias de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.
Recife tem o maior número de consulados estrangeiros fora do eixo Rio-São Paulo, sendo inclusive a única cidade, com exceção de São Paulo e do Rio de Janeiro, que tem consulado dos Estados Unidos.








O blog “ Expandindo Novos Horizontes” parabeniza as cidades irmãs Recife e Olinda.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher


Dia internacional da Mulher  


No próximo dia 8 de março, é comemorado o dia internacional da mulher.


Como nasceu esse dia?




No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.







A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.




Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).



Objetivo desta Data 




Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.


Conquistas das mulheres Brasileiras 

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
As últimas estatísticas realizadas entre as mulheres afirmam que:















Esses são dados do IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatística), do ano de 2009/2010 que mostra o avanço da atuação da mulher na sociedade Brasileira.

Poema “Mulher"
Quando criança! 
Vem à esperança
E ela nunca se cansa
De no amanhã acreditar.
Quando adolescente!
Do amanhã, faz o presente.
E quase sempre se sente pronta pra despertar.
Quando adulta!
Depois de muita luta
Acredita num futuro
Quase sempre mais seguro.
Mas sentindo como é duro,
ver o outro dia chegar,
Vai caminhando...
Seguindo em frente...
Seus problemas enfrentar.
Quando Idosa!
Cheia de experiência.
E com muita paciência,
Pode a todos ensinar
Que a essência da vida,
é pela vida passar
.


Samara C. A. Santos  

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dia da oração


Dia da oração


No dia 2 de março, é comemorado o dia nacional da oração, que também é comemorado mundialmente no próximo dia 7 de março.


O que é oração?



Oração é um ato religioso que visa ativar uma ligação, uma conversa, um pedido, um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento ou ainda um ato de louvor diante de um ser transcendente ou divino. Segundo os diferentes credos religiosos, a oração pode ser individual ou comunitária e ser feita em público ou em particular, e pode envolver o uso de palavras ou música. Quando a linguagem é usada, a oração pode assumir a forma de um hino, encantamento, declaração de credo formal, ou uma expressão espontânea, da pessoa fazendo a oração.
Orar é contatar Deus em nosso espírito. Portanto, a ênfase principal da oração não está em pedir coisas a Deus, mas em estar em contato com Ele e O conhecer a cada dia mais.
Quando oramos devemos estar sensíveis ao que nosso espírito está falando, não somente que a nossa mente está falando. O órgão da oração não é a mente e sim o espírito. "Deus é espírito; e importa que os seus adoradores O adorem em espírito e em verdade" (João 4:24).
A oração é o único canal de comunicação entre o homem e Deus; mantemos através dela comunhão com nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando fazemos uma oração sincera e honesta, estamos abrindo o nosso coração diante do Senhor; essa oração em espírito e em verdade da qual a Bíblia fala. Ao orarmos assim, ficamos percebendo as nossas maiores necessidades e o quanto somo dependente de Deus, além de desenvolvermos forças espirituais que nos garantem vitória nas tentações.

Como a oração é uma expressão da alma humana para com o seu Criador, não é necessário que ela seja erudita ou sofisticada, com lindas palavras, pois Deus sabe exatamente quem somos e que desejamos. Precisa ser simples e objetiva, imbuída com o máximo de humildade.



























A origem da oração

A oração é uma das práticas mais antigas que o ser humano possui para comunicar-se com a Divindade. Isto se deu por ocasião do pecado introduzido no mundo. Com certeza o relacionamento que o homem tinha com Deus no princípio, antes do pecado, não era abstrata, mas real. Por conseguinte, a barreira do pecado impediu desde a antiguidade a comunicação direta do homem com Deus. Todavia, Deus pela Sua eterna Misericórdia instituiu a oração, que à semelhança da fé é um dom de Deus, para que o homem mantivesse uma comunhão permanente com o Pai celeste em qualquer situação ambiental ou variação emocional. Blaise Pascal dissera que "Deus instituiu a oração para conferir a suas criaturas a dignidade de serem causas". A oração faz parte da vida do ser humano e da comunidade desde os tempos mais remotos, não somente em rituais litúrgicos como também na vida cotidiana.



Porém com o passar dos tempos o pecado se multiplicou sobremaneira, "a humanidade ficou corrompida e cheia de violência" (Gn 6.11 - parafraseado). O homem distanciou-se cada vez mais do Seu Criador. Assim, como desde o princípio, o homem procura se esconder da presença de Deus (Gn 3.8), perdendo e corrompendo essa grande dádiva de Deus que é a oração.

Com a proliferação do politeísmo e da idolatria, a maior parte dos povos antigos manipulou os mais diversos ritos e cerimônias religiosas para as suas divindades. As expedições arqueológicas sustentam que alguns escritos encontrados das civilizações antigas são rituais religiosos a deuses, ou especificamente a uma divindade pagã. Entre esses rituais a oração continuava a ser o cerne de suas religiões, embora de maneira promíscua.

A eficácia da oração

A oração só será eficaz, ou seja, receberá a resposta se, ao falarmos com Deus, tivermos absoluta certeza de que Ele está com os Seus ouvidos atentos aos nossos clamores. Se isso não acontecer na hora em que estamos orando, nossas palavras serão vãs. Por isso mesmo, o ambiente no qual devemos orar deve ser propício, a fim de podermos nos concentrar naquilo que estamos fazendo, com todo o fervor do coração.















A oração na crença cristã

A oração, na crença cristã, é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com Deus durante a qual a pessoa louva, agradece, intercede pela vida de outro, pede bênçãos a ele ou a outrem, e através dela pode desfrutar da presença de Deus (este último mais citado no Pentecostalismo, que foca mais no Espírito Santo do que em outras denominações). As orações são dirigidas a Deus (às vezes, sobretudo no caso católica, em nome de Nossa Senhora ou de santos como intercessores, o que não é feito pelos protestantes em geral), por mediação única de Jesus Cristo, e podem ser feitas em voz alta, falada, em canção ou em silêncio.
O propósito da oração (Mt 6, 5-13) não seria o de alterar a vontade de Deus, mas de obter para si mesmo e/ou para os outros bênçãos e graças que Deus já estaria disposto a conceder, mas que deveriam ser solicitadas para se obter.

Oração no dicionário

No dicionário o verbo orar significa:

"Pronunciar um discurso, falar em tom oratório; pregar."
"Pedir, rogar em oração, em prece."

Pai nosso

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. (Mateus 6:9-13)