sábado, 18 de fevereiro de 2012

"Carnaval"


Carnaval

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.



Carnaval de Veneza, Itália.

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as atividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os bailes de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.






















































Origem do carnaval no Brasil.


O entrudo (Carnaval) chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.



































































No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado. Um exemplo de marchinhas de Carnaval é a música "Madeira do Rosarinho"

♫"Madeira do Rosarinho
Vem à cidade sua fama mostrar
E traz com seu pessoal
Seu standarte tão original
Não vem pra fazer barulho
Vem pra dizer e com satisfação
Queiram ou não queiram os juizes
O nosso bloco é de fato campeão
E se aqui estamos, cantando essa canção
Viemos defender a nossa tradição
E dizer bem alto que a injustiça dói
Nós somos madeiras de lei que cupim não rói"♫



A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se "Deixa Falar". Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a "Deixa Falar" transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.














Bonecos gigantes em Recife.



O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.

Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.











Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.





































Outros ritmos no carnaval...

O Carnaval também é composto por outros ritmos, o frevo, o maracatu, o caboclinho,o samba, os blocos de rua, entre outros...









Galo da Madrugada


Além de todas essas expressões culturais, existe o bloco de máscara
O maior bloco do mundo.

O Galo da Madrugada é um Clube carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros do centro da cidade do Recife, capital estado de Pernambuco, nordeste do Brasil.
É oficialmente considerado pelo Guinness Book - o livro dos recordes - o maior bloco de carnaval do mundo. Além do Recife, o Galo está presente em várias cidades do Brasil. Algo que nenhum um outro bloco de carnaval apresenta. Isto ninguém pode tirar do Galo da Madrugada. Em 2011, o desfile do Clube de Máscaras Galo da Madrugada, no centro do Recife, arrastou mais de 1,7 milhões de foliões. a agremiação foi criada por Enéas Freire em 1978 e surgiu na rua Padre Floriano nº 43, no bairro de São José.
























Venha você também, conhecer a beleza do nosso Recife.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

O frevo é cultura Pernambucana


Frevo: Cultura Pernambucana



O frevo é um ritmo musical e uma dança brasileira com origens no estado de Pernambuco, misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira.
No próximo dia 9 de Fevereiro, é comemorado o dia mundial do frevo, que surgiu na cidade do Recife, no fim do século XIX, o frevo caracteriza-se pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevo, em que saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte.

Da junção da capoeira com o ritmo do frevo nasceu o passo, a dança do frevo.
Até as sombrinhas coloridas seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas que remetem diretamente a luta, resistência e camuflagem, herdada da capoeira e dos capoeiristas, que faziam uso de porretes ou cabos de velhos guarda-chuvas como arma contra grupos rivais. Foi da necessidade de imposição e do nacionalismo exacerbado no período das revoluções Pernambucanas que foi dada a representação da vontade de independência e da luta na dança do frevo.

A dança do frevo pode ser de duas formas: quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática. O frevo possui mais de 120 passos catalogados.









A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, que passou a designar: efervescência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas, como o Carnaval, de acordo com o Vocabulário Pernambucano, de Pereira da Costa
Divulgando o que a boca anônima do povo já espalhava, o Jornal Pequeno, vespertino do Recife que mantinha uma detalhada seção carnavalesca da época, assinada pelo jornalista "Oswaldo Oliveira", na edição de 9 de fevereiro de1907, fez a primeira referência ao ritmo, na reportagem sobre o ensaio do clube Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo, que apresentava, entre outras músicas, uma denominada O frevo. E, em reconhecimento à importância do ritmo e a sua data de origem, em 9 de fevereiro de 2007, a Prefeitura do Recife comemorou os cem anos do Frevo durante o carnaval.









Na década de 1930, surge a divisão do frevo em três tipos
  • Frevo-de-rua
  • Frevo-canção
  • Frevo-de-bloco














Frevo: disciplina que se aprende na escola.

A Escola de Frevo foi implantada em 06 de março de 1996, com o objetivo de contribuir para a preservação da cultura pernambucana. Foi pensada inicialmente para oferecer 400 vagas direcionadas para alunos da Rede Municipal de Ensino, oficinas de sombrinha e máscaras de carnaval. 

Em 1999, passa a se chamar Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges, mais continua com o mesmo objetivo. Em 20 de fevereiro de 2003 é reinaugurada depois de passar por uma reforma e hoje é responsável pela divulgação e o fortalecimento de uma das nossas maiores expressões culturais: a dança do frevo. Interagindo com a sociedade por meio de uma linguagem artística, a Escola contribui com a difusão da nossa cultura, promove a inclusão social e a geração de renda. As aulas são gratuitas e diárias, funcionando durante os três turnos e atendendo a cerca de 300 alunos, dos quais, trinta, formam a Cia de Dança da Escola. 

A Escola de Frevo Maestro Fernando Borges hoje é orientados pelo compromisso de ser cada vez mais democrática, ética e transparente, tentando colocar todas as nossas energias para fazer da Escola um espaço fisicamente organizado e socialmente justo. 

Objetivos:
  • Valorizar, Fortalecer e Divulgar a Dança do frevo;
  • Formar dançarinos e instrutores de frevo;
  • Promover formação e qualificação do indivíduo e do grupo social
  • Contribuir para a inclusão social e geração de renda através de uma linguagem cultural














Um dos grandes incentivadores da cultura  do frevo pernambucano vem se destacando, no apoio e incentivo às comunidades carentes é o músico Francisco Amâncio da Silva. O maestro Forró. Que embeleza muito mais, nossa cidade e o nosso frevo quando toca ao som da orquestra da Bomba do Hemetério, para os nossos passistas frevarem e encantarem o mundo com um pouco da cultura pernambucana com um sorriso no rosto e muito molejo nos pés. Este é o nosso frevo, orgulho de nossa cidade.

Desde que foi criada pelo Maestro Forró em 2002, a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH) ultrapassa as características sonoras de um grupo musical. Em cena, o regente que desburocratiza, desmitifica e desconstrói a figura sisuda de grande parte dos maestros, ganha cada vez mais espaço e reconhecimento na nova cena da música brasileira. No palco, Francisco Amâncio da Silva vive o personagem Maestro Forró. Transforma-se em batuta de corpo inteiro. Estímulo e experiência teatral que comandam os músicos da partitura aos pés. 
A OPBH faz arte apurada para os olhos e ouvidos. É resultado do trabalho de educação musical realizado pelo maestro com moradores/ músicos do bairro, localizado na Zona Norte do Recife. 
Pelas mãos deste maestro, que veste roupas irreverentes e preza pela comunicação direta com o público, a comunidade aprendeu a respirar auto-estima e valorizar as raízes e talentos de suas tradições. Coco-de-roda, maracatu, caboclinho, reisado, xaxado, xote, frevo e samba abrem um canal direto com outras manifestações e ritmos do mundo para se transformar em um som único, uma música “bombense”, como o próprio Forró define.

Que o mundo inteiro aprenda a dançar através deste vídeo, um ritmo tão contagiante e acolhedor que é o nosso frevo, e faz parte da cultura pernambucana e recifense.